quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Nobel de Economia 2007
O modelo é necessário, pois na prática o mercado não funciona perfeitamente, como querem os clássicos (Adam Smith, mão invísivel do mercado) e os neo-clássicos. E quais são essas situações de imperfeições do mercado, pergunta o caro leitor.
Uma situação por exemplo, seria o caso de proteções do mercado, com tarifas alfandegarias, ou mercados subsídiados. O efeito de mercados imperfeitos é que gera alocação imperfeita de recursos escassos. Mas não vou entrar muito a fundo no assunto, pois no fim posso comer gafes indesejadas.
O Nobel me chama a atenção, pois sempre quero dar uma conferidinha se algum Economista de Chicago esta lá. Dessa vez foi Roger Myerson, junto com outros dois economistas Norte-americanos.
domingo, 2 de setembro de 2007
Entendendo Economia
Entender Economia é um desafio, especialmente pelo fato de eu ser Engenheiro. As Ciências Humanas são pouco determínisticas, apesar de serem essencialmente lógicas.
Um exemplo lógico de política e economia é sobre como, por exemplo, uma decisão sobre gastos do governo pode influenciar no valor do preço de uma ação, ou da bolsa como um todo.
Suponhamos que exista um lugar hipotético no mundo em que exista uma dívida pública . Um corte de gastos do governo com o intuito de pagar o principal da dívida, e não somente os juros, influenciaria positivamente na Economia de uma forma geral. Por quê?
A taxa de juros de um credor é influênciados por muitos fatores, um deles o tamanho da dívida em relação à sua renda. No caso de um país o PIB. Se a dívida é pequena em relação à sua renda, certamente a capacidade de pagá-la aumenta. No caso supracitado, com a sinalização de diminuição da dívida a capacidade de honrar o compromisso aumentaria e consequentemente se cobraria menos para emprestar dinheiro para o credor.
Mas o que acontece é que governos centrais são via de regra o melhor pagador dentro de um país e se os seus juros diminuem, o nível dos juros do país diminuem como um todo.
O Juro é um importante indicador econômico e a taxa paga pelo governo central baliza a avaliação de todos os ativos econômicos e fluxos de caixa. Como o juro entra no denominador da equação de valor presente dos fluxos de caixa e no nosso exemplo ele esta diminuindo, a riqueza aumenta, via aumento do valor presente dos fluxos de caixa.
Muito lógico isso.
Um exemplo lógico mas não determinístico de como funciona a Economia.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
O presidente em seu reduto
Editorial do jornal Estado de São Paulo do dia 25 de julho de 2007
Às 20h30 de 17 de julho de 1996, um Jumbo da TWA explodiu sobre o Atlântico minutos depois de levantar vôo de Nova York. Todos os 212 passageiros e 18 tripulantes morreram. Nas caóticas horas que se seguiram, as famílias das vítimas que convergiram para o Aeroporto Kennedy reagiam com ira e desespero à falta de notícias sobre a tragédia. Levadas para um salão, viram a porta abrir-se para o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton. O que se passou em seguida foi um dos momentos mais fortes dos seus oito anos na Casa Branca. Desacompanhado, ele foi de grupo em grupo, abraçando e confortando as pessoas em voz baixa. Ouviu protestos, cobranças, desabafos. Quando enfim se retirou, o ambiente era apenas de quieta resignação.
Não se pode exigir de chefes de governo convencionais a naturalidade quase sobre-humana com que ele se entrosa com gente do povo, mesmo nos piores momentos, evocando o sentido original do termo grego simpatizar: sentir com. Nas situações de luto coletivo, esse talento dos chefes de governo para a comunhão produz um efeito terapêutico que não se limita aos atingidos mais de perto pelo acontecimento doloroso. Transmite, para toda a sociedade traumatizada, o sinal confortador de que o dirigente maior da nação, além de solidário no sofrimento, é alguém em cujos cuidados se pode confiar. Clinton é um caso à parte, mas agora mesmo outros governantes o imitaram - e não foi pela primeira vez.
Na manhã do último domingo, um ônibus que transportava 50 peregrinos poloneses ao santuário de Notre-Dame de la Salette, perto de Grenoble, a 700 quilômetros de Paris, mergulhou num rio, matando 26 deles. Duas horas depois, ali já se encontravam o primeiro-ministro François Fillon e outros membros do governo francês. Pouco mais tarde, quando chegou ao local, o presidente da Polônia Lech Kaczynski encontrou à sua espera o colega Nicolas Sarkozy. Depois de visitar os sobreviventes hospitalizados, ele anunciou que acompanhará pessoalmente o inquérito sobre o acidente.
Impossível não comparar tais condutas com o sumiço do presidente Lula depois da catástrofe de Congonhas em que morreram 199 pessoas.
Principalmente porque, transmitidas as condolências em rede nacional, após 72 horas de relutância, ele tornou a submergir. Passou o fim de semana trancado na residência oficial e só voltou à tona no programa de rádio das segundas-feiras Café com o Presidente, gravado no seu gabinete. Tornou a dizer, então, o óbvio ululante sobre a impropriedade de se fazer “julgamentos precipitados” sobre a explosão do Airbus da TAM. E, na contramão até do senso comum, considerou “quase irresponsável” que se debatam publicamente as causas da tragédia.
Hoje, o quase emudecido Lula volta à vida normal - à sua maneira, bem entendido. Viaja à noite para o Nordeste, seu reduto por excelência, para um giro por Aracaju, João Pessoa, Natal e Teresina. À época do escândalo do mensalão, o Nordeste era o pouso preferido do presidente. O pretexto, desta vez, é o lançamento de projetos do PAC, o que rende a discurseira para platéias prontas a aplaudir seja lá o que lhes diga o seu ídolo, embora, pelo retrospecto, isso não garanta futuras realizações práticas. O lançamento do PAC na Região Sul, com a presença de Lula nos três Estados da região, estava previsto para a semana passada. Compreensivelmente, foi adiado em razão do desastre da TAM - mas compreensivelmente apenas à luz do seu oportunismo - para depois de 10 de agosto, no regresso de uma viagem ao exterior.
O fato é que, desde a sexta-feira que precedeu a tragédia, quando foi vaiado no Maracanã, o chefe de governo que deixou correr à solta o apagão aéreo, fiel ao princípio de que “a gente faz quando pode, e se não pode deixa como está para ver como é que fica”, parece ter dividido os brasileiros em dois grupos.
De um lado, aqueles junto aos quais procura se reconfortar - certo de que lhe são gratos e não lhe negarão aplausos em quaisquer circunstâncias. De outro, aqueles que, não lhe devendo nada, o aplaudem quando julgam que merece aplausos, mas vaiam quando julgam que merece vaias, como aconteceu na abertura do Pan. Resta saber por quanto tempo Lula evitará as cidades que congregam as parcelas do povo mais críticas do seu desempenho.
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Entendendo o Capitalismo Mundial
- Capitalismo Americano: Você tem duas vacas. Vende uma e força a outra a produzir leite de quatro vacas. Fica surpreso quando ela morre. Então você invade um país árabe dizendo que eles ameaçam a democracia mundial porque têm armas de destruição em massa, e rouba as vacas deles.
- Capitalismo Francês: Você tem duas vacas. Entra em greve porque quer três.
- Capitalismo Canadense: Você tem duas vacas. Usa o modelo do capitalismo americano. As vacas morrem. Você acusa o protecionismo brasileiro e adota medidas protecionistas para ter as três vacas do capitalismo francês.
- Capitalismo Japonês: Você tem duas vacas. Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite. Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e os vende para o mundo inteiro.
- Capitalismo Italiano: Você tem duas vacas. Uma delas é sua mãe, a outra é sua sogra, maledetta!!!
- Capitalismo Britânico: Você tem duas vacas. As duas são loucas.
- Capitalismo Holandês: Você tem duas vacas. Elas vivem juntas, não gostam de touros e tudo bem.
- Capitalismo Alemão: Você tem duas vacas. Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa. Mas o que você queria mesmo era criar porcos.
- Capitalismo Russo: Você tem duas vacas. Conta-as e vê que tem cinco. Conta de novo e vê que tem 42. Conta de novo e vê que tem 12 vacas. Você pára de contar e abre outra garrafa de vodca.
- Capitalismo Suíço: Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua. Você cobra para guardar a vaca dos outros.
- Capitalismo Espanhol: Você tem muito orgulho de ter duas vacas.
- Capitalismo Polonês: Você tem duas vacas. Seu time perde, você bebe, briga com as duas e as mata.
- Capitalismo Portugês: Você tem duas vacas. E reclama porque seu rebanho não cresce...
- Capitalismo Chinês: Você tem duas vacas e 300 pessoas tirando leite delas. Você se gaba de ter pleno emprego e alta produtividade. E prende o ativista que divulgou os números.
- Capitalismo Hindu: Você tem duas vacas. Ai de quem tocar nelas.
- Capitalismo Gaúcho: Você tem duas vacas. As vende e compra carne de vaca argentina.
- Capitalismo Argentino: Você tem duas vacas. Você se esforça para ensinar as vacas mugirem em inglês. As vacas morrem. Você vende a carne delas para os gaúchos.
- Capitalismo Brasileiro: Você tem duas vacas. Uma delas é roubada. O governo cria a CCPV-Contribuição Compulsória pela Posse de Vaca. Um fiscal vem e te autua, porque embora você tenha recolhido corretamente a CCPV, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais. A Receita Federal, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de couro e botões, presumia que você tivesse 200 vacas e você vende a vaca restante para pagar as multas e os acréscimos legais e ainda adere ao programa do governo chamado REFIS para parcelar o restante da dívida com atualização da TR mais juros por 120 meses.
domingo, 22 de julho de 2007
Apresentando...
Tenho um fotolog onde publico fotos das minhas experiências, no momento experiências no Japão. Ultimamente tenho pensado sobre questões humanas, obviamente mais abrangente que o que acontece no meu dia a dia. Por esse motivo, recorri a esse meio com o intuito de registrar o meu pensamento.
Finalizo citando Voltaire, pensador francês que viveu nos séculos 17 e 18. Essa frase tem uma intenção muito boa, mas na prática é difícil seguí-la.
"Je ne suis pas d'accord avec ce que vous dites, mais je me battrai jusqu'à la mort pour que vous ayez le droit de le dire."